Guia gratuito
Como entender o orçamento de um gerador solar
Aprenda a comparar propostas, identificar o melhor preço por kWp e evitar armadilhas.
Este guia esclarece como entender as diferenças entre as propostas solares que você recebe. Como há muitos formatos e gráficos — nem sempre coerentes — explicamos os pontos que devem ser observados para que você não compre um kit que não atenderá à sua necessidade, e consiga comparar quais empresas realmente têm o melhor preço por kWp.
Siglas e termos das propostas
kWp — Quilowatt-pico
Quantidade de kW instalados em painéis: a soma da potência de todos os painéis ligados ao inversor. Ex.: 10 painéis de 400 W = 4.000 Wp = 4,0 kWp.
kWh — Quilowatt-hora
Energia estimada que o gerador pode produzir (ou a média de consumo da conta). Depende da incidência solar, ângulo e direção do telhado, capacidade do inversor e quantidade de painéis.
kW / kVA — Potência do inversor
Potência nominal do inversor (ou conjunto). Indica quantos kWp de painéis ele suporta e quanto consegue injetar na rede para formar crédito solar.
Preste atenção nesta comparação
Os fatores mais importantes ao comparar propostas são o kVA/kW máximo do inversor e a quantidade de kWp dos painéis. Não foque na quantidade de painéis nem na potência individual de cada um — o que faz diferença é o somatório em kWp.
Exemplo: um kit de 3,6 kWp pode ter 8 painéis de 450 W ou 9 painéis de 400 W — os dois somam 3.600 Wp e terão a mesma geração. Usam-se painéis maiores quando o telhado não comporta muitos painéis menores, ou prevendo ampliação futura.
Cuidado com o sobredimensionamento
É comum encontrar propostas onde o kW/kVA do inversor é bem menor que o kWp dos painéis. Verifique no datasheet até quantos kWp o inversor suporta — algumas marcas aceitam 20%, outras 40% ou até 50% a mais. O problema: muitos inversores aceitam mais painéis, mas só injetam o valor nominal na rede. Um inversor de 4 kVA pode receber 5.600 Wp, mas se só joga 4.000 W para a rede, você estará jogando dinheiro fora.
Além disso, em dias de sol forte o equipamento sofre aquecimento, perde produção e tem a vida útil reduzida por trabalhar no limite. O ideal é deixar uma folga, trabalhando em torno de 80% da carga máxima, permitindo ampliação futura e compensando perdas de inclinação do telhado.
💡 Dica de ouro
Desconfie sempre de uma proposta muito mais barata que as outras — costuma ser uma armadilha. No mercado fotovoltaico os equipamentos têm valores parecidos; o que muda é o suporte e o atendimento. Busque a empresa com mais clientes satisfeitos e bom histórico de soluções. O barato geralmente sai caro.
String ou micro-inversor?
String: o mais utilizado no Brasil. Indicado para telhados uniformes com muitos painéis na mesma direção e inclinação. Tem preço inferior, visualização da produção e ampliação sem nova homologação (se houver espaço). A desvantagem é que a degradação ou o sombreamento de um painel afeta toda a linha ligada a ele.
Micro-inversor: indicado para telhados com várias águas, direções e sombreamento parcial. Permite painéis de potências diferentes, cada um trabalha no ponto máximo, e facilita identificar painel defeituoso. As desvantagens são a manutenção (fica sob o painel), a necessidade de nova homologação ao ampliar e o custo maior em sistemas grandes — onde entra a opção do string otimizado, que une as duas tecnologias.
Esperamos que este guia ajude na sua cotação. Estamos à disposição para tirar dúvidas sobre Híbridos, Off-Grid e Otimizados.
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